
Saneamento básico:
Abastecimento de água:
Para que a água chegue à casa da população, ela deve ser captada de um manancial e tratada para que se torne potável. Os mananciais são fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser usadas para o abastecimento público.
Em Florianópolis, o abastecimento de água operado pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN, é realizado por três Sistemas de Abastecimento de Água (SAAs):
-Sistema Integrado de Abastecimento de Água da Região de Florianópolis (SIF): Os mananciais deste sistema são os rios Vargem do Braço e Cubatão do Sul, nos Municípios de Águas Mornas e de Santo Amaro da Imperatriz.
-Sistema de Abastecimento de Água dos Balneários da Costa Norte da Ilha de Santa Catarina (SCN): O manancial deste sistema é o aquífero Ingleses/Rio Vermelho.
-Sistema de Abastecimento de Água dos Balneários da Costa Leste/Sul da Ilha de Santa Catarina (SCLS): Os mananciais deste sistema são a Lagoa do Peri e o aquífero Campeche.
Além destes sistemas, Florianópolis conta com cinco SACs (Soluções Alternativas Coletivas), que são administrados por empresas privadas ou pela própria comunidade. Não há o controle público da qualidade e da constância dos serviços prestados.
Existe também um grande número de SAIs (Solução alternativa que atende a um único domicílio), que não estão ligadas aos SAAs e são operados por pequenos sistemas individuais, que captam água subterrânea ou superficial de forma isolada, não sendo possível conhecer o número destes usuários devido à falta de cadastro. Também, não há informação sobre a existência de algum tipo de controle de qualidade da água consumida.
Esgotamento sanitário:
O setor de esgotamento sanitário no Brasil pode ser caracterizado de forma geral pela baixa cobertura de atendimento e baixa qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias.
Ainda há falta de planejamento e a locação dos recursos financeiros tornando os sistemas públicos atualmente em operação pouco confiáveis em termos técnicos e operacionais. Este quadro é comum no setor de esgotamento sanitário em quase todo o Brasil, que está associado a problemas de saúde pública e a salubridade ambiental.
No município de Florianópolis a situação é ainda mais agravante, já que possui uma fragilidade ambiental devido à característica de seus ecossistemas e um acelerado crescimento de zonas urbanas sem infra-estrutura adequada de esgotamento sanitário.
O saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007, como o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.
As cidades devem garantir a universalização do acesso ao saneamento básico, ou seja, devem levar esses serviços a todas as residências. Entretanto, ainda muitas localidades no país não têm acesso a esses serviços tão importantes, sendo fundamentais investimentos nessa área.

Veja as fotos de alguns dos mananciais de Florianópolis. Você acha que eles estão sendo preservados adequadamente? Porque?



Fonte: CASAN.

Há onze sistemas de esgotamento sanitário em operação, entre eles, nove são operados pela CASAN, um por empreendedor privado (SES do Balneário de Jurerê Internacional) e um por entidade pública federal (SES da Base Aérea).
Nas regiões onde não há coleta pública o esgotamento sanitário é realizado através de soluções individuais, com ou sem tratamento, dispondo o esgoto final em rios, rede de drenagem, mar ou solo. Sabe-se que atualmente menos da metade dos esgotos domésticos são coletados pelos sistemas públicos que não possuem licença ambiental e apresentam muitas deficiências operacionais.


Foto: Viva Coqueiros / Divulgação.

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Um pouco da história do abastecimento de água em Florianópolis...



